Primeiro me chegou uma frase de Marcel Duchamp: “Sempre me forcei à contradição para evitar que me conformasse com meu próprio gosto”. Pensei: muito bem pensado, vou fazer o mesmo, me forçarei à contradição, preciso disso.
Depois, não muitos dias depois, li outra frase. Era de Walt Whitman: “Me contradigo? Muito bem, me contradigo.”
Meses depois, descobri que ambas as frases eram herdeiras de umas palavras de Baudelaire: “Na extensa enumeração dos direitos do homem que a sabedoria do século XIX retoma frequentemente com marcada satisfação, há dois pontos muito importantes que têm sido esquecidos, que são o direito de se contradizer e o direito de ir embora”. ...
AR DE DYLAN, A ORIGEM, por Enrique Vila-Matas
Depois, não muitos dias depois, li outra frase. Era de Walt Whitman: “Me contradigo? Muito bem, me contradigo.”
Meses depois, descobri que ambas as frases eram herdeiras de umas palavras de Baudelaire: “Na extensa enumeração dos direitos do homem que a sabedoria do século XIX retoma frequentemente com marcada satisfação, há dois pontos muito importantes que têm sido esquecidos, que são o direito de se contradizer e o direito de ir embora”. ...
AR DE DYLAN, A ORIGEM, por Enrique Vila-Matas


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