Hibernam tíbias, suspiram rãs
Na televisão, um tipo do Grupo Jerónimo Martins argumenta que o assunto foi politizado. Como se as estratégias de vendas (o vocabulário, as imagens, e o que eles chamam "a mecânica da promoção") não fossem já, em si próprias, "um caso político". Fazem parte dos negócios internos da nação e as mais perigosas são precisamente as mais boçais, as que se vestem de "bons sentimentos" (mãozinhas de lã a esconder mãos de ferro, como D. B. Norton no filme de Capra), as que nos querem ajudar — mas não é de ajuda que nós precisamos. Ah, quando um dia nos livrarmos de toda esta gente solícita.


3 Comments:
Honni soit qui mal y pense! :D
PC
Por estas é por outras é que o 25 de Abril ainda está por cumprir. É preciso outro! Mesmo que calhe num outro dia de qualquer mês.
Qualquer dia perde-se também o 1º de Maio. Vão todos às compras sabe-se lá onde.
Não concordo. Acho que uma revolução política é uma espécie de linha perpendicular, ou oblíqua, à ordem vigente. Cumpre-se quando faz essa intersecção, o que vem a seguir já não é uma revolução. Por mim, (e felizmente) o 25 de abril está mais do que cumprido.
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