Domingo, Abril 22

Não conheço o filme e o mais certo é ele nunca chegar cá e nunca o ver, mas não é disso que me interessa falar. O que me agrada neste texto é a forma honesta como Quintín escreve, arredada das críticas furiosas que exprimem mais arrogância (e muitas vezes também desconhecimento ou ódios pessoais) do que um pensamento consistente sobre os filmes. Ao analisar os prémios atribuídos pelo Bafici, Quintín diz que, num primeiro contacto, achou Germania, de Maximiliano Schonfeld (prémio especial do festival), um filme um bocado falhado mas, com o tempo, e depois de uma conversa elucidativa com o realizador e da defesa de Miguel Gomes, a sua opinião foi mudando — aceitar isso não é coisa pequena. Ah, e a última frase do parágrafo mostra que Quintín é um perspicaz leitor do cinema português.