As qualidades da gata
Tencionava ler grande parte do primeiro volume d' O Homem sem Qualidades durante as férias de natal mas no domingo trouxe uma gatinha estouvada para casa e, desde então, a leitura avança devagar. Na verdade, só consigo ler quando a gata interrompe as tropelias para dormir. O ritmo sincopado vai bem com a obra grandiosa de Musil (há um texto óptimo de Cage sobre isto que ainda não traduzi); o livro é uma espécie de Grande Lista de Tudo, devolve-nos tudo o fomos no século XX, principalmente o que não se vê, ou não se via, logo de imediato. Devolve-nos tudo, sim, excepto os arranhões, o ronronar e o salto gracioso da gata.


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