Rui,
ofereço este poema ao "dias felizes".
Um abraço,
André Sousa Martins
*
Tem um buraco no coração
e na pele a chuva fria do medo,
rios angustiados do corpo.
*
Quando se perde o horizonte,
o coração é fundo:
num dia fala com o Silêncio,
no outro ergue a bandeira dos ateus;
sem sossego nem sonhos,
acha consolo e dor
em lugares que já não existem;
Entre o rosário das horas,
imagina a paz perpétua,
sem nostalgia.
Agosto de 2011
ofereço este poema ao "dias felizes".
Um abraço,
André Sousa Martins
*
Tem um buraco no coração
e na pele a chuva fria do medo,
rios angustiados do corpo.
*
Quando se perde o horizonte,
o coração é fundo:
num dia fala com o Silêncio,
no outro ergue a bandeira dos ateus;
sem sossego nem sonhos,
acha consolo e dor
em lugares que já não existem;
Entre o rosário das horas,
imagina a paz perpétua,
sem nostalgia.
Agosto de 2011


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