

Devia falar dos movimentos dissonantes dos sons, das imagens, da luz, dos actores, mas para isso é preciso tempo, muito tempo, e na verdade apetece-me começar pelo nome do filme, a palavra "paixão". Como se fosse um velho bruxo, Jean-Luc Godard devolve-lhe tudo aquilo que nela é agreste, confuso, sombrio e luminoso; põe-na em perspectiva — contra as banalidades que vingam por aí.


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