
Encontros, de Pierre-Marie Goulet, será apresentado hoje às 19h15, no pequeno auditório do Rivoli, no âmbito da homenagem a Paulo Trancoso pelo Festival Internacional de Cinema do Porto.
1957. Um grupo de camponeses e camponesas da aldeia de Peroguarda, no Alentejo, vai cantar ao Porto. O poeta António Reis, futuro realizador de Trás-os-Montes e Ana, ouve esses cantos em companhia de jovens amigos. Conquistado, António Reis, toma o caminho de Peroguarda, 700 km ao Sul, montado na sua motoreta com um gravador debaixo do braço. No seu encalço, outros jovens do Porto irão ao Alentejo ao longo dos anos seguintes. (...) Entre eles, Luís Ferreira Alves, Alexandre Alves Costa, José Mário Branco.
1959. Michel Giacometti, o corso que salvou a música tradicional portuguesa,começa uma pesquisa de 30 anos durante a qual recolherá a memória da cultura popular. Não tarda a descobrir a aldeia de Peroguarda onde regressará periodicamente. É lá que, em conformidade com o seu desejo, será enterrado em 1990.
1965. No Porto, o jovem poeta Manuel António Pina, e outros jovens aspirantes a poetas escolhem António Reis como referência.
1966. O cineasta Paulo Rocha, um dos realizadores que iniciou o Cinema Novo português com o seu primeiro filme Verdes Anos, decide rodar a segunda longa-metragem no Furadouro, situando a história no meio dos pescadores que na infância o haviam fascinado.
Estas e outras pessoas fazem parte de uma tribo informal cujos membros se reconhecem quando se encontram.


1 Comments:
passava os olhos por aqui quando de repente voltei atrás por ter reparado num nome que apenas oiço quando lá vou: Peroguarda...
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