Falhar melhor

Eu gosto do Bruno Stroszek. Chegar àquele ponto — a que os especialistas facilmente chamariam de ruptura — e ter ainda — falta-me uma palavra exacta que misture euforia do corpo e silêncio do pensamento, mas digamos, por exemplo, genica para pôr uma carrinha, um teleférico e uma galinha em movimento circular, num rodopio tal que ficamos de boca aberta, sem perceber e no entanto, mesmo assim, percebendo alguma coisa, porque no meio da nossa grande ignorância percebemos sempre qualquer coisa. Ah bom! isso é admirável.


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