Um bocado fora de mão para mim, mas gostava de revê-lo num grande ecrã, uma vez que dos 7 Sternberg/Dietrich este foi o que menos apreciei, o que me deixa triste, porque à partida o intenso sadomasoquismo do filme seria mesmo à minha medida. Talvez o tenha visto num mau dia. Esta imagem é óptima. É sem dúvida o filme que vim com a Marlene em que ela parece mais feliz. Não admira que ela dissesse ser o seu filme preferido.
Mas, não sei se foi por causa do calor, ou do cansaço, abstraí-me da história, e só vi a forma magnífica como Sternberg filmou o espaço: tudo atravancado, meio escondido (como as máscaras também escondem), serpentinas a esvoaçarem, ramos das árvores enlaçados uns nos outros enchendo todo o ecrã, grades e mais grade, etc. até a cena do duelo é sufocante.
Logo vou rever a versão de Buñuel da história de Pierre Louys.
4 Comments:
Um bocado fora de mão para mim, mas gostava de revê-lo num grande ecrã, uma vez que dos 7 Sternberg/Dietrich este foi o que menos apreciei, o que me deixa triste, porque à partida o intenso sadomasoquismo do filme seria mesmo à minha medida. Talvez o tenha visto num mau dia. Esta imagem é óptima. É sem dúvida o filme que vim com a Marlene em que ela parece mais feliz. Não admira que ela dissesse ser o seu filme preferido.
Queria dizer «vi», não «vim».
Ela pareceu-me um mimo (ponto 6 ou 7).
Mas, não sei se foi por causa do calor, ou do cansaço, abstraí-me da história, e só vi a forma magnífica como Sternberg filmou o espaço: tudo atravancado, meio escondido (como as máscaras também escondem), serpentinas a esvoaçarem, ramos das árvores enlaçados uns nos outros enchendo todo o ecrã, grades e mais grade, etc. até a cena do duelo é sufocante.
Logo vou rever a versão de Buñuel da história de Pierre Louys.
O Sternberg adoraria certamente ler esse teu comentário.
Nunca vi a adaptação do Buñuel, mas verei.
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