quinta-feira, Agosto 6

Frases com pontos de exclamação

Yorick na verdade nunca tivera sorte em toda a sua vida!
(Laurence Sterne, "A Vida e Opiniões de Tristram Shandy")

Se ao menos houvesse alguma coisa em vez do nariz, mas nada, nadinha!...
(Nikolai Gógol, "O nariz")

Como era bom ter à sua mercê esse queixo, esse maxilar robusto com uma barba que já lhe picava as mãos!
(D.H. Lawrence, "O Oficial Prussiano")

Que momento difícil! Que chato! Que perigo de viver!
(Macedonio Fernández, "Tudo e Nada")

Segue-me, leitor, e segue-me só a mim, e eu te mostrarei um tal amor!
(Mikhail Bulgakov, "Margarita e o Mestre")

As nossas gargantas exultam! Nem sei como não começamos a cantar!
(Franz Kafka, "Excursão às montanhas")

Oh, Academia! Ah, os macacos!
(Henri Michaux, "Um Bárbaro na Ásia")

Houve quem pensasse que eu era um génio!
(Russell Edson, "O Espelho Atormentado")

Tudo esvaído! tudo disperso! tudo acabado!
(Machado de Assis, "Galeria Póstuma")

Onde estaria o galo? Valha-nos Deus, lá está ele!
(Luigi Pirandello, "Contos de Pirandello")

Que excitação!
(James Joyce, "Gente de Dublin")

Eram as máscaras a avançar para mim!
(Walter Benjamim, "Histórias e Contos")

Em vez disso, entregara-o com timidez infantil à teia de aranha daquele Beineberg!
(Robert Musil, "O Jovem Törless")

Um bom cidadão come o que tem a comer e isso basta!
(Robert Walser, "O Passeio e outras histórias")

3 Comments:

Blogger c said...

ah, mas o Walser usava o ponto de exclamação como se fosse um guarda-chuva!

11:25  
Blogger hmbf said...

E, já agora, um pouco de Melville:

«Pop, pop, pop, pop, era o que se ouvia por todo o vale. (...) Pop, pop, pop, pop!»

in Taipi, p. 167.

12:55  
Blogger c said...

Pois, pois, mas o Melville escreveu a frase menos exclamativa de toda a literatura. Mas o que podemos esperar de um tipo que se alimenta de biscoitos?

14:35  

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