"A actual facilidade de escrever (...) suprimiu a injuriosa necessidade de que haja leitores. Escreve-se para o prazer estético e, no máximo, para conhecer a opinião da crítica. Sinceramente, eis uma bela mudança: é arte pela arte e arte para a crítica, o que dá o mesmo. (...) Sem o público, a calamidade recitativa não sufocará a arte. Assim, a literatura só teria arte. (...) Em lugar de uma dúzia de obras-primas possuiríamos cem: arte autêntica, intrínseca, não de cópia da realidade."
Macedonio Fernández, "Tudo e Nada". Tradução de Sueli Barros Cassal.
Macedonio Fernández, "Tudo e Nada". Tradução de Sueli Barros Cassal.


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