vivemos em território ocupado
O processo de degradação da programação do Rivoli (um plano cínico da autarquia) arrasta-se há muito. Já não me lembro bem, mas creio que fui pela última vez (só agora me apercebo do sentido triste de "última vez") ao Rivoli no dia 10 de Maio. Para ver Trás-os-Montes. As pessoas que estavam no pequeno auditório não fazem parte dos grandes públicos? é isso? Margarida Cordeiro e António Reis não fazem parte dos grandes realizadores? como se mede a dimensão do público? e a sua resistência? afinal, o que são os grandes públicos? A autarquia reduz o sentido das palavras, saca da máquina de calcular e do revólver ao mesmo tempo e finge-se democrática. Tudo isto é nojento. A verdade é que vivemos em território ocupado.


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