Quinta-feira, Dezembro 21

Em branco

A caneta pousada sobre a mesa,
absolutamente imóvel,
mais pedra do que nunca.
O cinzeiro carregado de horas e minutos e
horas e minutos.
Uma chávena de café vazia,
como um adeus,
no meio da noite.
Ontem, sentado a esta mesa,
eu tinha sete vidas.
Hoje – evidentemente –
não me resta nenhuma.