Chuva em Serralves, fotografada pelo
António Rebelo
Enquanto são aos milhares as pessoas que (a)correm à Paula Rego, só uns poucos aparecem a certos domingos, às quatro da tarde, para ver os filmes escolhidos pelos Filhos de Lumière. Quinze, ou vinte, acho que não chegámos aos trinta, para “O Trabalho Liberta?” de Edgar Pêra e, mudança de última hora, “The Navigator” de Buster Keaton.
A sessão foi óptima. O documentário do Pêra é muito estimulante e não é por acaso que não me saiem da cabeça as últimas palavras do Paulo Varela Gomes, que foram, mais ou menos estas: “o nosso grande objectivo na vida é estar deitado com um cigarro e uma cerveja ao lado mesmo que não haja nem cigarro nem cerveja.” Ou então o professor Agostinho da Silva dizendo que a vida devia ser gratuita.
Sobre Keaton não é preciso acrescentar nada, ele é um herói, sempre.
O Sabor do Cinema regressa no próximo ano. É um trabalho de resistência, diz Saguenail. Pois é.